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HOMEM PREFERE CUMPRIR UM ANO DE PRISÃO A DEVOLVER 05 MILHÕES CREDITADOS POR ENGANO EM SUA CONTA BANCÁRIA.

Publicada em: 30/01/2026 12:40 -

Imagine acordar pela manhã, abrir o aplicativo do banco no celular e, de repente, se deparar com um saldo milionário na sua conta. Nenhum prêmio anunciado, nenhuma herança inesperada. Apenas um número que não deveria estar ali. O que você faria?

Situações como essa, embora pareçam roteiro de filme, já aconteceram — e com desfechos bem diferentes ao redor do mundo. Um dos casos mais recentes vem da Nigéria e ganhou repercussão internacional justamente pela escolha feita pelo beneficiário do erro bancário.

O nigeriano Ojo Kingsley recebeu, por falha no sistema financeiro, 1,5 bilhão de nairas — cerca de R$ 5,5 milhões — creditados indevidamente em sua conta entre os meses de junho e novembro de 2025. Em vez de comunicar o banco ou devolver o valor, Kingsley utilizou o dinheiro para fins pessoais. O movimento levantou suspeitas das autoridades financeiras do país, que abriram investigação e levaram o caso à Justiça.

Durante o julgamento, o tribunal apresentou duas alternativas claras: devolver integralmente o valor recebido por engano ou cumprir uma pena de um ano de prisão. Diante da escolha, Kingsley optou pela detenção, preferindo a perda da liberdade à devolução do dinheiro. A decisão surpreendeu e provocou debates sobre ética, responsabilidade individual e os limites entre erro do sistema e obrigação moral.

Agora, traga essa situação para mais perto de casa. No Brasil, um caso semelhante teve um desfecho completamente diferente. Antônio Pereira do Nascimento recebeu, por erro do Bradesco, R$ 131 milhões em sua conta bancária. Ao perceber o equívoco, devolveu imediatamente todo o valor. No entanto, o episódio não terminou ali.

Antônio ingressou na Justiça solicitando o pagamento de uma recompensa equivalente a 10% do montante, ou seja, R$ 13 milhões, além de R$ 150 mil por danos morais. Segundo ele, o episódio lhe causou abalos emocionais, constrangimentos e prejuízos financeiros, já que taxas e movimentações da operação chegaram a impactar sua conta.

Dois episódios, dois países, dois personagens e decisões opostas diante da mesma pergunta silenciosa: o que fazer quando um dinheiro que não é seu aparece na sua conta? Entre a ética, a lei e as consequências, os casos mostram que, mais do que números na tela, escolhas individuais podem definir liberdade, reputação e até processos judiciais que atravessam fronteiras.

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